CT Paid Leave em Números 2026
A recente empolgação em torno da Copa do Mundo da FIFA colocou em evidência o extraordinário talento dos jogadores de futebol de diversos países. No entanto, também chamou atenção para outro fato: os Estados Unidos são o único entre os 48 países representados nesta edição da Copa do Mundo que não possui uma política federal de licença-maternidade remunerada. Além disso, os Estados Unidos estão entre apenas seis países no mundo que ainda não contam com esse tipo de política.
Diante da ausência de um programa que praticamente todo o restante do mundo considera não apenas um benefício, mas uma necessidade para o bem-estar da sociedade, estados como Connecticut decidiram criar e implementar sua própria legislação de licença familiar e médica remunerada. Atualmente, Connecticut é um dos 14 estados, além de Washington, D.C., que oferecem um programa estadual de licença remunerada.
Embora Connecticut ainda seja relativamente novo nesse cenário, tendo realizado os primeiros pagamentos de benefícios em janeiro de 2022, o impacto do programa em menos de cinco anos é inegável. Desde sua criação, o Connecticut Paid Leave já concedeu mais de US$ 1,7 bilhão em benefícios, correspondentes a mais de 320 mil solicitações aprovadas. Esses recursos beneficiaram trabalhadores que precisaram se afastar temporariamente do trabalho para se recuperar de uma condição grave de saúde, cuidar de um familiar, criar vínculo com um novo filho, lidar com situações decorrentes de violência familiar ou agressão sexual, ou enfrentar circunstâncias relacionadas ao serviço militar de um membro da família.
Mais da metade de todas as solicitações é destinada ao tratamento da própria condição grave de saúde do trabalhador. Em segundo lugar estão os pedidos para fortalecimento do vínculo com um novo filho, seguidos pelas licenças para cuidar de um familiar com uma doença grave.
Há mais de 30 anos, tanto a Lei de Licença Familiar e Médica de Connecticut (Connecticut Family and Medical Leave Act) quanto a Lei Federal de Licença Familiar e Médica (Federal Family and Medical Leave Act) garantem licença com proteção ao emprego para determinados trabalhadores que atendem aos requisitos legais. No entanto, de que adianta ter o emprego protegido se a pessoa não consegue pagar o aluguel ou a hipoteca, nem colocar comida na mesa enquanto está afastada do trabalho? O CT Paid Leave representa a peça que faltava nesse quebra-cabeça, permitindo que as pessoas realmente possam tirar o tempo necessário para se recuperar, criar vínculo com um novo filho ou cuidar de um ente querido, sabendo que ainda terão condições de sustentar a si mesmas e suas famílias.
Embora a maioria dos motivos de afastamento permita receber benefícios por até 12 semanas, o período médio de utilização é de pouco mais de sete semanas. Mais de 47% das solicitações são feitas por pessoas da Geração Y, entre 30 e 45 anos, fase da vida em que muitos estão formando ou ampliando suas famílias ou fazem parte da chamada "geração sanduíche", que cuida simultaneamente dos filhos e de familiares idosos. Além disso, 59% de todas as solicitações são apresentadas por mulheres.
Só podemos esperar que, quando a próxima Copa do Mundo acontecer, os Estados Unidos tenham se juntado ao restante do mundo ao reconhecer a importância de uma política federal de licença remunerada. Até lá, somos gratos por os trabalhadores de Connecticut contarem com a rede de proteção proporcionada pelo programa estadual de licença remunerada.
Para obter mais informações sobre o Connecticut Paid Leave ou enviar uma solicitação de benefício, acesse ctpaidleave.org ou ligue para 877-499-8606.
Este artigo foi escrito por Jessica Vargas, diretora de Marketing e Comunicação do Connecticut Paid Leave.